Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Livre x Proprietário, uma visão 'quase' que imparcial

Apesar de ter Linux como meu principal sistema operacional e optar sempre que possível pelo uso de ferramentas livres, não é para mim incomum o uso de ferramentas proprietárias e até mesmo do Windows. Posso dizer que circulo entre os dois mundos até porque cada mudança que faço no WinForms do Mono precisa ser testada em Linux e Windows.

Participo de listas de discussão tanto relacionadas a SL (software livre) quanto relacionadas a tecnologias proprietárias, não é incomum ver discussões acaloradas, debates sem fim e uma certa rixa entre os defensores do SL e os defensores do mundo proprietário. Os blogues e páginas de comunidades não ficam atras e pessoas como eu que participam dos dois mundos vêm a coisa toda como uma grande perda de tempo, há muito que já não acompanho mais os comentários nos meus blogues preferidos exceto por raras exceções de notícias que estejam diretamente ligadas ao meu trabalho.

Pois bem, ontem eu estava acompanhando algumas mensagens do dotNUG, um grupo de desenvolvedores focados na plataforma .NET, grupo esse do qual também faço parte e não pude deixar de me surpreender quando as mensagem tomaram o rumo da crítica ao "pessoal do software livre". Fiquei surpreso porque em geral não vejo o pessoal do mundo proprietário gastar tanta energia com críticas, me deixou também surpreso o fato de nunca ter visto qualquer tipo de discussão nesse sentido dentro do grupo, e por fim, porque eu também faço parte do chamado "pessoal do software livre".

Não vou descrever aqui as críticas que foram feitas, ao invés disso, vou resumir aqui as principais queixas que tenho visto do "pessoal do proprietário" para com o "pessoal do livre":

  • A defesa equivocada da liberdade, você é livre para usar o que eu estou dizendo que deve usar.
  • O tratamento dado à tecnologia como se fosse religião, em geral o termo xiita é usado, algumas vezes comparações com os árabes são feitas.
  • O ataque a tudo que vem da Microsoft e a todos os que usam ferramentas proprietárias
  • O posicionamento ambíguo, atacando a quem usa software proprietário mas ao mesmo tempo defendendo o uso do Flash e até mesmo do Java quando não era livre.
  • Os ataques pessoais e a falta de respeito.
  • Julgamento equivocado de que tudo que é "Software Livre" é melhor.
Do outro lado o "pessoal do livre" também tem suas queixas sobre o "pessoal do proprietário" e as que mais tenho visto são:
  • Querem usar ferramentas proprietárias mas não querem pagar, usam cópias piratas.
  • Dizem que é difícil usar Linux mas nunca usaram então como podem saber.
  • As universidades deveriam ensinar a liberdade e não nos prender a padrões proprietários e incentivar a pirataria que é um crime.
  • Para que usar a ferramenta X se temos a ferramenta Y que é livre e faz o mesmo e ainda é mais rápida e segura.
  • Incentivo ao uso de padrões fechados que na verdade são armadilhas para escravizar o conhecimento e manter o controle sobre um nicho de mercado.
Ambas as listas são muito maiores mas citei apenas algumas das queixas mais comuns. E o que os dois lados têm em comum? Na minha visão, eles tem em comum duas coisas:
  • Ambos estão certos na maioria das suas afirmações e queixas e;
  • Ambos estão analisando apenas os defeitos do outro grupo/lado.
Nem o grupo do 'software proprietário" é formado apenas por piratas aproveitadores sem escrúpulos nem o mundo do "software livre" é formado por radicais que querem doutriná-los a todo custo. O que realmente acontece é que o pessoal que faz "mais barulho" é também o pessoal mais radical.

Essa briga toda não é diferente da briga entre desenvolvedores e DBAs, os desenvolvedores tratam todos os DBAs como se fossem inexperientes e incompetentes, e os DBAs para não ficar atrás fazem o mesmo com os desenvolvedores, gerando as discussões intermináveis que todos nós algum dia já acompanhamos. É o nivelamento por baixo, analisamos o pior e os piores do outro grupo e expomos seus defeitos, e o outro grupo por sua vez faz o mesmo.

Por fim, apenas para finalizar, cito ainda como exemplo o caso da propaganda negativa que sempre gera mais repercussão que a positiva.

Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Concurso da Intel para o Moblin

O concurso para desenvolvedores “YourMove - Intel Moblin Developer Challenge” é uma iniciativa da Intel, apoiada pelo BR-Linux, para criar aplicativos de código aberto nas principais pilhas de aplicações de Linux da Moblin para dispositivos de internet móvel (MIDs).

Neste momento já há 19 aplicações cadastradas, duas delas são minhas, e as duas mais votadas estão quase empatadas (uma delas é minha).

Então, tire essa sua bunda gorda da cadeira e acesse o endereço http://br-linux.org/moblin/ e me ajude votando nas minhas duas propostas, o "Moblin-Mapper" que é uma aplicação de mapas com integração a GPS e o "Fácil" que basicamente é um tomador de notas ao estilo do Tomboy mas direcionado a dispositivos móveis.

Aproveite e inclua também sua proposta ou vote em outras que achar interessante.

Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

AD x DBA

Meu amigo Fernando Ike publico hoje uma entrevista interessante com o Leandro Dutra, o que mais me chamou a atenção foram as questões relacionadas às diferençar entre um AD e um DBA. É comum confundir as funções de ambos então achei que seria legal apontar essa entrevista para alguns amigos.

Esse é o link para a entrevista.

Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

Mono no PGE do Ceará

Na última semana de janeiro estive no Ceará para uma visita, como sabia do uso de Mono pelo pessoasl do PGE (Procuradoria Geral do Estado) resolvi agendar uma visita para conhecer o que e como eles estavam fazendo, foi uma grata surpresa, eles não só estão usando Mono e Linux como estão fazendo as coisas como deveriam sempre ser feitas.

A primeira coisa que me chamou a atenção foi o fato de que ao invés de fazer como alguns fazem por aí que é uma migração vagarosa evitando traumas, eles colocaram Linux em todas as estações de desenvolvimento e ponto, nada de "dual boot" com Windows ou máquinas virtuais. O aspecto positivo é que o pessoal teve de se adaptar rápido, e ao contrário do que costuma ocorrer, em menos de um mês já estavam sendo produtivos com as novas ferramentas (conheço empresas que estão tentando implantar Linux a mais de um ano e ainda há resistência).

A opção pelo OpenSUSE 10.3 também parece ter facilitado as coisas, a versão de Mono que acompanha outras distros como o Ubuntu e Debian são um pouco ultrapassadas e deixam a desejar tanto no ambiente de desenvolvimento (o MonoDevelop) como como nas bibliotecas.

Conversando com a equipe técnica constatei que já haviam algumas aplicações .NET que faziam uso de banco de dados Postgres, a migração foi tranqüila e em tempo recorde. As aplicações .NET que rodavam sob Windows executaram tranqüilamente no Linux usando o Mono. Isso me deixou feliz por saber que a migração sem necessidade de reescrita de código não só prova o quão maduro o Mono está mas também economizou muito dinheiro dos cofres públicos, dinheiro quer vem dos impostos, impostos que são pagos por nós.

A equipe de desenvolvimento composta por trinta desenvolvedores usa o MonoDevelop como ferramenta de desenvolvimento e apesar de sentirem a ausência de um "asp.net designer' estão indo muito bem. É bom ver um órgão público caminhando da direção certa.

Aproveito para agradecer ao Alcy, Mauricélio e a toda a equipe técnica por toda a atenção dada durante minha estadia em Fortaleza além de parabenizá-los pelo excelente trabalho que está sendo feito.

Quem está usando Mono?

Pode parecer estranho mas quando as pessoas estão por avaliar o uso de uma ferramenta elas estão mais interessadas em "quem está usando" do que nos méritos técnicos de mesma. Em todas as apresentações ou conversas que tive sobre Mono essa pergunta surgiu.

É um pouco difícil mensurar quem está usando porque em geral as empresas não tornam público as tecnologias usadas internamente, no entanto, algumas mais abertas não se importam em divulgar o que e como estão usando.

Na página oficial do projeto Mono existem alguns informações sobre parte dessas empresas, você pode encontrar um lista de empresas que usam o Mono aqui: Empresas usando Mono.

Vale destacar alguns cases de sucesso detalhados:

Você pode ainda encontrar uma lista de aplicações escritas em Mono aqui além de uma lista de bibliotecas aqui.

E você? Também está usando?

Mão única

Se você é meu amigo (ou mesmo inimigo mas me tem na sua lista de contatos) e nos últimos dias tem tentando me contatar pelo Jabber, MSN ou GTalk e não teve nenhuma resposta, bem, você já deveria saber o porque, porque eu já discuti as razões.

O que ocorre é que tenho visto não só na minha lista de contatos mas na de muitas outras pessoas um fenômeno no mínimo curioso, um número grande de contatos com o estado de "ocupado" (busy or away). O problema é que não é algo temporário, são pessoas cujo o estado está sempre como "ocupado", "não perturbe". Vale lembrar que por vezes quando realmente não posso atender e estou muito ocupado eu costumo mudar "temporariamente" meu estado para ocupado.

Você deve estar se perguntando qual o problema nisso, bem, o problema é que por educação eu não incomodo ninguém que está com o estado em ocupado, logo, se a pessoa está sempre como ocupada eu nunca a incomodo mesmo quando necessário e acabo tendo de enviar um e-mail. Isso quer dizer que o comunicador instantâneo acaba por servir de "mão única", você pode falar comigo rapidamente sempre que quiser e eu, bem, eu que espere.

Então, não é nada pessoal, não estou aqui lançando nenhuma campanha, lembre-se que você não é o único a ser ignorado por mim e caso queira realmente ter a possibilidade de conversas instantâneas comigo, me de em troca a possibilidade de fazer o mesmo.

Vale lembrar que eu já havia conversado com esses "ocupadinhos" sobre a possibilidade de não responder mais a pessoas que me contatam com o estado em ocupado.

Aproveito e convido os amigos Telles e Jack para opinarem sobre o assunto.

Sábado, 1 de Setembro de 2007

Rola Bosta!

Essa manhã acordei um pouco preocupado, o cano da pia da cozinha estava entupido e eu sei que essas companhias de desentupimento cobram os olhos da cara mais um fígado, com as altas despesas que tive esse mês com o dentista por certo que meu orçamento estaria comprometido.

Como nunca fiz uso de desentupidoras apelei como sempre para o Google, qual não foi minha surpresa por notar que na pesquisa por "desentupidoras" o terceiro item da busca é nada mais nada menos do que a Desentupidora Rola Bosta Zama Ltda, isso mesmo, Rola Bosta!

Como a Rola Bosta é de Belo Horizonte acabei me virando com um "tiozinho" aqui perto de casa que usa um extintor para fazer o trabalho, a pia agora está beleza mas eu fico realmente chateado por não morar em BH, uma empresa com esse nome por certo que deve "pouca bosta".

Ah, eles tem uns quadrinhos muito interessantes, vale a pena conferir.